Será q a sua empresa tá preparada p/ o futuro?

 

Algumas dicas do Insights 2020 para que as empresas se adaptem ao cenário de mudanças

A sociedade conectada nos coloca diante de um ano 2020 bem diferente do que temos hoje em dia. Se estima que dentro de 4 anos teremos 50.000 milhões de dispositivos conectados no mundo, uma média de 7 aparelhos por pessoa, além de mais de 200.000 milhões de aparelhos com sensores habilitados, no que chamamos de “internet das coisas”.

As organizações terão uma fonte quase infinita de informação sobre os nossos comportamentos, mas isso não significa que vamos ter uma compreensão perfeita dos nossos clientes: isso só será possível se conseguirmos criar um sentido a partir dessas informações.

Nunca antes se havia falado tanto de “foco no cliente”. Os antigos fatores de crescimento já não representam mais vantagens competitivas: de 1900 a 1960, tivemos a era da fabricação; entre os anos 60 e 90, houve a era da distribuição; dos anos 90 até 5 ou 6 anos atrás, nós vivemos um momento de pico da tecnologia da informação. Mas desde 2010 estamos imersos na chamada “era do consumidor conectado”.

Esse ambiente digital traz uma transparência que o mundo das empresas nunca havia visto antes, e também oferece uma overdose de dados que nem todas as organizações sabem gerir e transformar em verdadeiro conhecimento.

O estudo Insights 2020, realizado pela Kantar Vermeer junto com outras importantes instituições internacionais, dá muitas dicas sobre como no ano de 2020 muitos dos modelos organizacionais atuais serão transformados e como vão surgir novas formas de fazer marketing. O assunto inclusive foi destaque na edição de setembro da Harvard Business Review, com uma lista das características de sucesso para um time de insights de mercado e de consumidor, com casos de sucesso como o da Unilever.

A Kantar Vermeer inclusive criou o termo “Insights Engine” para descrever um time que transforma dados em insights e insights em ações reais. Então, o que será que a sua marca precisa fazer para criar um time de “Insights Engine” que seja bem sucedido, com foto no consumidor e com alta performance?

1. Esteja atento a novas estruturas empresariais

As estruturas e funções que existem hoje em muitas organizações não foram criadas para lidar com as novas oportunidades que apareceram. Ambientes “compartimentados”, funcionando como “silos”, dificultam a colaboração e na maioria das vezes provocam uma burocracia desnecessária, o que não facilita a comunicação.

2. Marcas precisam de propósitos

Esse conceito não é novo, mas o propósito, a visão, o posicionamento e a consciência social cada vez mais serão elementos importantes. A proposta da marca, mais do que nunca, deve estar ligada às necessidades emocionais e racionais dos consumidores, o que funciona como um guia para todas as ações de comunicação.

3. Consistência multicanal

As ações de comunicação devem ser consistentes e perfeitamente integradas entre todos os canais, sejam eles online ou offline.

4. Experiência total da marca

A principal vantagem competitiva da marca já não será mais os produtos, mas sim o tipo de experiências que as marcas podem gerar nos consumidores. Os momentos de conexão com a marca vão transcender os momentos de uso ou consumo.

5. Personalização baseada em dados

O conhecimento detalhado de como é, como se comporta e como consome o nosso cliente já está permitindo a realização de propostas totalmente personalizadas, considerando diferentes hábitos e estilos de vida, tudo isso em tempo real. A tecnologia será nossa fonte de informação direta – a geolocalização, que temos mais acesso hoje em dia, é apenas o início.

6. Cultura de inovação

A inovação não deve estar restrita às marcas tecnológicas: a experimentação e a colaboração, que vêm dos ambientes de startups, já impregnaram as formas de trabalhar de muitas organizações e setores de grande consumo. As empresas estáticas e inflexíveis à mudanças estão com os dias contados.

7. Cultura de risco

Na atualidade, grandes corporações se baseiam justamente em estabelecer sistemas e processos para reduzir o risco na tomada de decisões. O que se sugere não é colocar toda a organização em risco, mas estar disposto a experimentar mais e a aceitar o fracasso como parte do sucesso.

8. Abertura a novos perfis e talentos

Já são muitos os casos de empresas que buscam diretores de setores que são absolutamente opostos ao coração do negócio, ou empresas tecnológicas que buscam talentos do mundo da moda, por exemplo. Para as empresas, o pensamento holístico e a capacidade contar uma boa história são habilidades muito apreciadas, mais até do que experiência prévia no setor.

9. Colaboração interna

Essa dica tem relação direta com a anterior, porque a colaboração entre grupos multidisciplinares é o melhor jeito de fomentar a criatividade, a inovação e o desenvolvimento. Os chamados millennials se sentem muito confortáveis trabalhando dessa maneira, e estes jovens têm uma conexão fantástica com os nossos futuros consumidores, os nativos digitais (centennials).

10. Colaboração com os consumidores

Com um consumidor cada vez mais conectado, mais do que nunca faz sentido apostar em co-criações, seja no desenvolvimento de novas propostas e produtos quanto na geração de conteúdo. A velocidade da propagação das mensagens emitidas pelos evangelistas da marca tem um valor incalculável. Nunca antes uma campanha publicitária conseguiria a ressonância e o impacto multiplicado que é possível alcançar com um grupo de consumidores fiéis e satisfeitos.

11. Compromisso de toda a empresa no bom atendimento aos clientes

Esse compromisso deve começar pelos líderes, e não deve ficar restrito a um discurso interno. O ambiente digital já faz com que muitos CEOs da atualidade compartilhem conteúdo nas redes sociais, se posicionando mais próximo dos consumidores e se transformando em grandes influenciadores, sendo seguidos por milhares de pessoas.

12. Dar espaço cada vez maior a um departamento de insights e análises

Esse setor será cada vez mais necessário para ajudar a liderar o negócio de uma maneira mais significativa e terá uma influência cada vez maior nas decisões do conselho de diretores. Esse setor não funciona apenas como um “guardião” de conhecimento e de contato com consumidor – ele deve também inspirar e provocar ações de transformação, como medir os resultados e estabelecer métricas de sucesso (KPIs). Sem uma medição adequada é difícil fazer uma boa gestão. Muitas empresas estão cheias de pessoas criativas que sugerem ideias valiosas, mas que se não são executadas da maneira correta ou se não têm métricas para avaliar o êxito ou o fracasso, acabam pouco aproveitadas.

 

Fonte: Kantar Millward Brown

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