rejeição de candidatos

Rejeição de candidatos com grau de desconhecimento elevado não é consolidada
Márcia Cavallari, CEO do IBOPE Inteligência, avalia atual cenário da disputa eleitoral
MARCELO CAMARGO/ABR
Na pesquisa, o IBOPE Inteligência realizou 2002 entrevistas entre os dias 14 e 18 de março.
​Com um cenário ainda indefinido para o eleitor, mas com alguns nomes já sendo citados na disputa pela presidência do país, o IBOPE Inteligência dimensionou o potencial de voto e a rejeição de cada um dos possíveis candidatos a presidente da República.

Na pesquisa, realizada entre os dias 14 e 18 de março, os entrevistados responderam sobre cada candidato individualmente, informando se com certeza votariam, poderiam vir a votar, não votariam de jeito nenhum ou se não o conheciam o suficiente para opinar sobre cada um dos nomes apresentados.

“Essa avaliação individual do potencial de voto e de rejeição de cada candidato cria um retrato único. Não é uma análise comparativa, mas o candidato tal como ele é para a população”, explica Márcia Cavallari, CEO do IBOPE Inteligência.

Segundo a executiva, ao analisar os resultados da pesquisa de forma conjunta se verifica que entre os possíveis candidatos à presidência, os nomes mais desconhecidos são os que apresentam maior espaço tanto para conquistar o eleitor, quanto para consolidar a rejeição apresentada no momento.

A executiva ressalta, entretanto, que “quem não conhece um candidato, pode dizer que não vota nele por não conhecê-lo o suficiente. Assim aqueles que são mais desconhecidos, não necessariamente tem uma rejeição consolidada”, explica a CEO.

Os prováveis candidatos do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos, são dois nomes que se enquadram no caso. Na pesquisa, 36% dos entrevistados afirmam que não votariam em Aécio de jeito nenhum, ao mesmo tempo em que 39% declaram não saber ou não conhecer o suficiente do candidato para opinar.
Em relação ao atual governador do Pernambuco, a situação é parecida; 35% afirmam que não votariam em Campos de jeito nenhum, enquanto 54% dizem que não sabem ou não o conhecem o suficiente para dar opinião.

Em contrapartida, os candidatos mais conhecidos da população têm uma rejeição mais consolidada e, portanto, mais dificuldades para reverter seus índices de rejeição, assim como para conquistar mais eleitores. Nesse grupo estão José Serra, desconhecido para 14% da população e rejeitado por 50% dela, Marina Silva, com 19% de desconhecimento e rejeição de 40% e a presidente Dilma Rousseff.

“A rejeição de 20% da Dilma já é consolidada. Na população apenas 3%, o que é um percentual muito baixo, não sabe opinar a seu respeito“, explica Márcia.

Saldo
Uma boa alternativa para se dimensionar a atual imagem dos candidatos perante a população é a subtração do potencial de voto pelo índice de rejeição apresentado por cada um deles no levantamento individual.

Com esses cálculos, Dilma é a única a apresentar um saldo positivo nas pesquisas. Com potencial de voto de 76% e rejeição de 20%, a atual presidente tem um saldo de 56 pontos.

Os demais candidatos, excluindo Marina Silva que tem saldo zero, (40% de potencial de voto e 40% de rejeição), apresentam resultados negativos.
O maior deles é apresentado por Eduardo Campos, com saldo negativo de 25 pontos (10% de potencial de voto e 35% de rejeição).

Na sequência, entre os candidatos citados, aparecem José Serra com saldo negativo de 15, (35% de potencial de voto e 50% de rejeição), e Aécio Neves com saldo negativo de 11 pontos, (25% de potencial de voto e 36% de rejeição).

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