Rádio ainda é a forma mais popular de ouvir música

Essa foi uma das conclusões da pesquisa promovida pela IFPI, Federação Internacional da Indústria Fonográfica

IFPI, Federação Internacional da Indústria Fonográfica, divulgou a mais recente edição de seu estudo batizado de Music Listening, que analisa o comportamento dos ouvintes. A pesquisa ouviu cerca de 34 mil pessoas, com idades entre 16 e 64 anos, de 21 países, como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Canadá e até o Brasil – a lista representa 92% da receita global de música gravada registrada em 2018.

O estudo reúne uma série de insights interessantes. Entre eles, a informação de que o rádio ainda é a forma mais popular de ouvir música, eleita por uma parcela de 29% dos entrevistados. Os smartphones aparecem na segunda colocação, com 27%. A pesquisa ainda revela que a grande maioria ouve música enquanto está dirigindo (70%). Outras preferem fazê-lo enquanto estão relaxando (64%) e cozinhando ou limpando a casa (51%).

Mas, apesar do rádio ter chamado atenção na pesquisa, é claro que o streaming segue bastante popular: 64% das pessoas ouvidas pela IFPI usaram algum serviço de streaming de áudio no último mês, enquanto 89% usaram serviços on demand em geral – tanto pagos quanto gratuitos. Em relação aos que usam somente a internet para ouvir música, 47% deles escolhe o YouTube, enquanto 37% opta por serviços de streaming pagos – como Spotify Premium – e 16% se mantém nos streamings gratuitos mesmo.

Faixa etária

Quando o consumo de música em plataformas de streaming começou a se popularizar, os mais jovens foram os primeiros a adotar o hábito. Agora, que a onda está aí, chegou a vez dos adultos, mais especificamente a parcela entre 35 a 64 anos, migrar para o streaming. No ano passado, 46% das pessoas dessa faixa etária usava serviços de streaming para ouvir música. Já em 2019, o número aumentou para 54%. Já na faixa dos 16 aos 24 anos, 52% usa algum serviço de streaming pago para ouvir música, sendo a idade mais presente no segmento.

De forma geral, todo mundo está ouvindo mais música, independente da plataforma escolhida, seja YouTube, streaming ou rádio mesmo. Neste ano, as pessoas têm ouvido cerca de 2,6 horas de música por dia, o que resulta em 18 horas semanais. Em 2018, o número era pouca coisa menor: 17,8 horas semanais. E, ao todo, 54% se declaram fanáticos por música.

Pirataria

Por fim, a pirataria ainda se revela um problema: 27% dos entrevistados confessaram usar formas não-licenciadas de fazer download ou simplesmente ouvir música. Há ainda uma parcela de 23% que admite usar stream ripping, que consiste em burlar os próprios serviços de streaming para baixar as músicas ilegalmente. 

Fonte: updateordie

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