quantos tablets existem no brasil?

Por Ricardo Cavallini

O iPad foi lançado no começo de 2010 e mesmo não sendo o primeiro, iniciou um mercado que irá mudar algumas indústrias, assim como fez seu irmão mais velho, o iPhone.

E justamente por isso, apesar de seu pouco tempo de vida, já tem muita gente investindo nisso. Produtoras de jogos, produtoras de software, veículos de comunicação, etc.

Por este motivo, conhecer um pouco melhor este público e saber o tamanho do mercado em potencial é fundamental para que estas empresas possam traçar suas estratégias e adequar expectativas.

O problema é que, comparado ao volume 190 milhões de brasileiros, o número de tablets ainda é bem baixo. Dificilmente uma pesquisa qualitativa conseguirá mostrar um número de tablets com precisão, pelo menos não até eles atingirem uma massa considerável.

Para ter uma ideia, uso de exemplo o que foi publicado na matéria “O Fim da Era das Lan Houses”, na revista Veja (dez de 2011). De acordo com a pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril, 10% da classe A, 4% da classe B e 1% da classe C já possuem tablets.

Apesar da matéria ser enorme, não fala nada sobre a amostragem ou metodologia da pesquisa. Ato falho (para dizer o mínimo) para um veículo do porte da Veja. Por isso, não é possível saber a partir de qual idade eles entrevistaram e nem mesmo o que eles consideram classe A, B ou C. Fazendo uma projeção usando estimativa de classes do Mídia Dados, significaria que 2.49% da população usam tablets, o que daria em uma nova projeção que a população acima de 16 anos somariam 3.5 milhões de tablets.

Três ponto cinco milhões de tablets no Brasil. Será?

Falei com vários profissionais que atuam na área. Gente que vende mídia e aplicativos e cujo conhecimento de mercado ganho na prática, com ferramentas de mensuração melhores que pesquisas realizadas com baixa amostragem. Nenhum deles acredita que o número chegue perto deste montante.

A Veja teve o cuidado de não fazer a projeção, o que minimiza o seu erro.

Foi por isso que quando realizamos a primeira grande pesquisa de mobile(Grupo.Mobi e WMcCann) decidimos não publicar os números de posse de tablet. A pesquisa era séria, feita com mil pessoas e realizada pelo IPSOS. A amostra era grande, instituto sério, mas era a primeira vez que alguém levantava este número e a margem de erro muito grande comparado ao número em si.

Eis que surge a décima edição da pesquisa F/Radar, realizada pela F/Nazca e Datafolha. Com mais de 2.200 entrevistas em 159 municípios. Uma amostra gigante, feita por todo o Brasil e elaborada com base no Censo.

Pela seriedade da pesquisa, os números não foram divulgados. Assim como as outras, a amostra de posse é muito pequena frente a margem de erro.

Ainda assim, é de longe a melhor amostra que temos até agora.

E por isso resolvi divulgar o número em primeira mão: temos cerca de 1.5 milhão de tablets no Brasil.

Por isso, mesmo que o número ainda seja pequeno para alguns investimentos, seu rápido crescimento é um alerta importante para quem pensa na possibilidade de explorar este segmento.

E nisso, a matéria da Veja faz com maestria. É um alerta para quem ainda não está de olho nesse mercado.

Repito o que venho falado há alguns anos e que já virou até cliché: o mundo móvel é o futuro da internet.

E novamente, apesar de não ser tecnicamente correto, achei importante dividir com vocês o que a pesquisa F/Radar levantou sobre estes consumidores, ainda que muitas das informações sejam óbvias e que não seja tecnicamente correto utilizá-las.

Os proprietários de tablet costumam acessar mais vídeos e ler notícias em grandes sites e portais do que os outros, fora isso, seu perfil é muito parecido com o internauta brasileiro mais heavy user.

Eles têm uma afinidade muito maior com alguns serviços (como o Skype), mas isso pode ser pelo perfil de early adopter.

Aliás, esta é uma das discussões mais complexas a ser realizada. Nos próximos anos, deveremos considerar os usuários de tablet como early adopters ou não?

Por ser uma tecnologia muito amigável (inclusive se compararmos aos computadores tradicionais), sabemos que o tablet está sendo usado por perfis que não são comuns aos early adopters. O ambiente móvel é uma porta de entrada ao ambiente digital.

Mas o principal é podermos traçar o perfil da amostra. Independente de serem early adopters ou não, esta amostra é importante para o planejamento.

Abaixo o perfil levantado pela pesquisa.

Ainda existem outras informações e é possível cruzar alguns destes dados. Se você é cliente da F/Nazca poderá ter acesso a elas. Ainda é muito pouco perto da necessidade que eu sinto no mercado, mas ainda assim, finalmente começamos a entender melhor esse público no ponto de vista quantitativo.

http://www.coxacreme.com.br/2012/01/05/quantos-tablets-existem-no-brasil/

%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%

Protetor Solar. Mulheres querem mais benefícios

Por Adriana Silvestrini


“No verão estou sempre com protetor solar. Aliás, ele faz parte da minha vida o ano inteiro”, afirma a consumidora e geógrafa Luciana Escames. Segundo a Abihpec, associação que reúne fabricantes de higiene pessoal, assim como Luciana, as mulheres também desejam que o produto ofereça hidratação, seja fácil de espalhar, tenha perfume suave e fórmula não oleosa. A associação ainda revela que quase duplicou o percentual de homens que usam o protetor. A alta foi de 13% para 47% entre 2004 e 2009. Gabriela Garcia, diretora executiva da marca Cenoura & Bronze, da Hypermarcas, diz que as vendas na data representam 66% do total do ano. Já a Nivea lembra que crescem as vendas de loções corporais e protetores infantis, principalmente entre dezembro e fevereiro. Avalie se isso ocorre na sua loja.

 DICAS
 Procure trabalhar com mix variado que contenha os principais itens entre protetores, bloqueadores e bronzeadores
Lembre-se de que o shopper é mais fiel ao ponto de venda onde encontra variedade
Para incentivar o consumo, uma sugestão é expor a categoria próxima de hidratantes por serem categorias correlatas
Além da perfumaria, vale também fazer ponto extra ou crossmerchandising no setor de camping ou no checkout.
Outra alternativa é expor as versões para crianças próximo a itens destinados a esse público

Fonte: Hypermarcas

Supermercado Moderno

Anúncios

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.