Profissionais de marketing devem ouvir indivíduos, não segmentações de mercado

Por Shirley Klein, gerente de marketing regional da Zebra Technologies no Brasil

Costumo conversar muito com a minha equipe sobre quem estamos tentando alcançar. Quais são seus interesses? Como podemos chegar até essas pessoas? Segmentamos o mercado, estudamos nossos públicos e, em seguida, nos focamos em desenvolver mensagens que transmitam claramente como nossas soluções e serviços podem tornar suas vidas ou seus trabalhos melhores e mais fáceis. No entanto, nem sempre isso é suficiente. 

Vivemos em um mundo multicultural e a única maneira de nos conectarmos com sucesso com o nosso público é entendendo totalmente o mundo de cada pessoa. É por isso que os profissionais de marketing – cujo trabalho normalmente é “falar” – devem ouvir ativamente o que os indivíduos que fazem parte do seu mercado-alvo estão dizendo.  

É fundamental também aprender e respeitar quando, onde e como o público gosta de se comunicar. Algumas pessoas obtêm suas informações online ou nas redes sociais, enquanto outras podem recorrer a revistas ou até mesmo ao boca a boca. Alguns públicos são proativos na pesquisa de novas tendências, tecnologias e serviços. Outros são mais passivos e esperam que as informações caiam em seus colos. Todas as variáveis devem ser consideradas. 

Também é importante ser autêntico e sincero na comunicação, para despertar interesse, ganhar confiança e, por fim, garantir lealdade. Se você estiver apenas dizendo aos seus consumidores o que acha que eles querem ouvir, o discurso vazio será notado com toda certeza. 

Em última análise, com a mente aberta, o profissional de marketing deve escutar a uma audiência diversa para garantir que o público se sinta realmente visto, ouvido, valorizado e respeitado. Aí vão algumas dicas para fazer isso na prática:  

  1. Reserve um tempo para ouvir quem você está tentando alcançar. Faça perguntas para garantir que entendeu totalmente quem eles são, o que querem ou precisam. Descubra o que eles valorizam em um produto, serviço, marca, parceiro e até na vida.  
  2. Considere todos os fatores que podem guiar suas crenças, decisões ou ações. Não presuma que todos dentro de um grupo demográfico se sintam da mesma maneira, desejem as mesmas coisas ou têm meios iguais para atingir seus objetivos. Seja diligente para entender o que é importante para cada pessoa eos fatores que influenciam sua receptividade, que podem incluir suas habilidades, experiências, prioridades, educação e interesses, bem como sua tolerância ao risco e as causas que defende. 
  3. Diversifique sua perspectiva.Equipes que criam e pensam de formas diversas tornam possíveis resultados de negócios mais sólidos, já que refletem os clientes que queremos conquistar. A diversidade de pensamento pode aumentar a riqueza dos esforços de comunicação e ajudar a entender melhor como se envolver com o público. Além de ter um time diverso, um passo além é envolver pessoas de fora do departamento para revisar estratégias, mensagens e táticas, ajudando a reconhecer possíveis vieses inconscientes. 
  4. Avalie sua estratégia de “fora para dentro”.Certifique-se de que suas palavras sejam relevantes e ressoantes com o seu público ao perguntar se seus conteúdos parecem genuínos e se eles se sentem representados em suas mensagens. 
  5. Use a tecnologia para tornar a entrega de marketing mais pessoal.Aproveite ao máximo recursos de personalização para entregar a mensagem mais relevante para o público-alvo. Com ferramentas para identificar visitantes, é possível trocar CTAs genéricos por textos mais direcionados que faz o cliente sentir que você está falando diretamente com ele. 

As dicas acima podem ajudar as empresas a prestar atenção em indivíduos e não em segmentações de mercado, trazendo um pouco mais de empatia para o marketing, o que resulta em ações mais genuínas e eficientes e, no final do dia, mais conversões!   

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