Planograma da indústria atrapalha relacionamento com supermercados

A imposição de planogramas de exposição pelos fabricantes durante as negociações está entre os problemas mais críticos na relação dos supermercados com seus fornecedores. A questão foi apontada por 66,2% dos 325 varejistas, de diversas regiões do País, que responderam a uma sondagem de SM, para identificar os gargalos que impedem uma maior colaboração entre esses dois elos da cadeia de distribuição.

“O desenvolvimento de um planograma tem a ver com a necessidade de padronização da exposição. Mas essa definição precisa ser feita em conjunto, entre os supermercadistas e os fornecedores”, afirma Markus Stricker, vice-presidente da A.T. Kearney Brasil. Segundo ele, alguns fabricantes gastam muito dinheiro para formatar um planograma adequado. Por outro lado, lembra o executivo, há casos em que ele é desenvolvido sem que a indústria tenha conhecimento adequado das características da loja e do público que frequenta.

Para Hugues Godefroy, diretor comercial da Sara Lee, se existe imposição não há processo colaborativo, como deveria acontecer. “O fornecedor pode recomendar um tipo de exposição, mas isso só faz sentido se o papel da categoria estiver definido. Ou seja, se ela é destino, rotina, conveniência ou sazonal. O mesmo acontece quando há sugestão de sortimento. Mas, em ambos os casos, cabe ao varejista aceitar ou recusar a recomendação”, diz.

Já Adriano Arthur Dienstmann, consultor organizacional da AD Consultores, acredita que a opinião do supermercadista, de que a imposição é um problema grave, surge porque muitas empresas do setor não conseguem reunir informações suficientes sobre as categorias e produtos para contestar a indústria, ou concordar com a sua recomendação. Segundo ele, se os varejistas tivessem esses dados em mãos conseguiriam, inclusive, ajudar a construir um planograma mais adequado para seu negócio. O especialista lembra, contudo, que a indústria ainda comete o erro de enxergar o supermercado como o cliente final da cadeia. Ignora, portanto, os hábitos de compra do consumidor na hora de definir planogramas ou estratégias de uma forma geral.

Outros problemas que travam uma melhor relação entre supermercados e fornecedores também foram apontados na sondagem de SM. Alguns exemplos são: a indústria não faz gerenciamento por categorias (considerado grave ou muito grave por 60,6% dos varejistas). ou o fornecedor só realiza as entregas nos centros de distribuição (50,2%).

Além desses, há outros pontos considerados muito importantes pelos supermercados, como os relacionados ao abastecimento. Para saber mais, leia a edição impressa de janeiro de SM, que começou a circular no dia 04/01, ou acesse o Portal SM, a partir de 15/01. A reportagem de capa, que traz os dados da pesquisa, inaugura uma série sobre as vantagens de uma maior cooperação entre dos dois elos da cadeia. Em fevereiro, você confere um levantamento feito com 100 representantes da indústria sobre os pontos mais críticos na sua relação com o varejo. Nos meses seguintes, publicaremos cases de sucesso sobre o tema.

http://www.sm.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?utm_medium=e-mail&utm_content=utm_content%3DNEWSLETTER&utm_source=mail2easy&infoid=16138&utm_campaign=NEWSLETTER_2012_01&sid=105&utm_term=utm_term%3Dnoticias%2Bnewsletter

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