Observatório de Tendências

Ipsos lança 6ª onda do Observatório de Tendências

A Ipsos, referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados, lança a 6ª onda do Observatório de Tendências, estudo que capta as tendências de comportamento e consumo nas principais capitais do mundo.

Compreender como as tendências afetam a vida das pessoas, como os acontecimentos nacionais e internacionais na política, economia, sociedade e cultura transformam comportamentos e como as mudanças no dia a dia traduzem-se de diferentes manifestações na moda, na música, na publicidade, nas temáticas de filme, no design, no consumo, nos produtos e nas marcas. É com esses objetivos que a Ipsos, desde 2003, estuda e analisa as tendências de comportamento e consumo, fornecendo uma visão ampla do cenário atual, integrando o conhecimento internacional, regional e local em um único estudo.

“Vivemos em um mundo em constante e rápida transformação, o que implica a reconstrução de conceitos e práticas em todos os âmbitos da vida. Hoje não vale mais a ideia clássica de que a tendência começa nas classes sociais mais altas e espalha-se para as classes mais baixas, nem tampouco de que tem início nos grandes centros rumando para as periferias. Surge, então, a necessidade de detectar e entender as aspirações humanas e como essas motivações e desejos se refletem nos rituais de consumo”, explica a coordenadora geral do Observatório de Tendências da Ipsos, Clotilde Perez.

A 6ª onda do estudo, que apoia-se em pesquisa de campo (Brasil e exterior), coleta de dados secundários e equipe multidisciplinar, revela em suas sete tendências um mundo que vive o limiar da transformação.

Go Bubbling, desterritorilização e volatilidade

A ideia de tudo ao mesmo tempo e agora tornou-se uma condição para quem quisesse pertencer ao mundo globalizado. Como a globalização e a vida sem fronteiras, de fato, não se alcançaram, passou-se a considerar o mundo, mas já não era necessário estar nele. Hoje o espaço já não limita, pois a vida, o conhecimento e a inteligência estão nas redes.

Maximum Exposure, realismo estetizado

O desejo pela intensidade, surpreender e ser surpreendido, arriscar-se, ousar, sair do lugar comum e fazer algo diferente são peculiaridades tipicamente humanas que foram aguçadas pelos efeitos da massificação da era global. Na onda anterior do Observatório, a ênfase estava em despertar os sentidos de maneira inusitada. Agora nota-se certo cansaço do politicamente correto e surge, então, a necessidade de retomar a vida real. A autenticidade e a espontaneidade são novamente valorizadas e, com isso, a agressividade aflora abrindo espaço para tudo que está fora do padrão.

Kronos Fever, tempo e existência

A discussão sobre os papéis sociais do homem e da mulher já não ocupa mais um espaço relevante na sociedade. Nas primeiras ondas do Observatório, notava-se que a mulher estava mais presa aos poderes que havia conquistado, enquanto o homem, mais perdido, sem um papel muito definido. Na onda anterior, perceberam-se novos casais e novas constelações familiares. Agora a questão do tempo emerge com força e o trânsito entre os sexos é menos conflituoso que o trânsito entre as idades.  Emancipação da infância, infantilização da vida madura, decrepitude juvenil e juvenização da velhice são as marcas de Kronos Fever.

Living Well, bem estar desejado

Bem estar é o foco da tendência Living Well. Nas primeiras ondas do Observatório, o bem estar era obrigatório, o que deu o tom do “bem estar a todo custo”. Depois sentiu-se a diminuição das cobranças, trazendo a marca do “bem estar possível” e, na última onda, surgiu o “bem estar necessário”. Agora vive-se o “bem estar desejado”. Prazer, beleza e felicidade são os sinalizadores dos novos tempos.

ID QUEST, a identidade midiatizada

A busca da identidade agora está conectada de maneira irreversível às tecnologias e às mídias, e o ambiente digital se torna o espaço para o exercício da identidade: religião, família, trabalho. Tudo está midiatizado e posto em circulação na rede. Diferentes impactos na noção de nacionalidade e soberania são percebidos ao redor do mundo. Principalmente na Europa o sofrimento e a profundidade da crise social e cultural (para além de econômica) faz reafirmar nacionalismos até então velados. No Brasil, assim como na China, a valorização da identidade nacional é crescente e o orgulho de cada um se expande. Nos Estados Unidos, o ideário da retomada do protagonismo mundial renasce e estimula a identidade de cada um.

My Way, criatividade estética

A tendência My Way apresentava-se em ascensão nas primeiras ondas do Observatório. Na última onda, o foco passou a ser no indivíduo e em tudo que lhe singularizava. Agora a criatividade é o grande valor. A ideia vale mais do que a ação em si e a pessoa comum está empoderada. Acontece a institucionalização das pessoas, que ocupam o lugar das marcas.

Know Your Rights, a emergência do socioeconômico

Alicerçada no paradigma “consumir é existir”, com ramificações para o consumo crítico, ético e sofisticado, esta tendência agora dá sinais de fusão entre todos os eixos, manifestando o entrecruzamento das lógicas do entretenimento, dos negócios e da sociabilidade. O consumo passou de vilão a mocinho – consumir passou a ser uma saída para a crise mundial – e houve uma expansão do conceito de consumo para além do ato de comprar. No Brasil, depois de satisfeitos os prazeres da materialidade vividos pela primeira vez por importante parcela da população, o consumo torna-se mais particularizado e com foco na satisfação pessoal, abrindo espaço para investimentos em educação, prazeres íntimos e cultura.

Sobre a Ipsos –  A Ipsos é referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados – é a terceira maior em faturamento global, e a 1ª marca em pesquisa “survey-based” no mundo. No Brasil é a maior e mais completa empresa de pesquisas “survey based” do mercado.

A Ipsos atende mais de cinco mil clientes no mundo através de 16 mil funcionários em mais de 80 países. No Brasil, conta com mais de 800 funcionários diretos realizando mais de 2,5 milhões de entrevistas por ano para uma carteira de clientes que inclui praticamente todas as grandes empresas presentes no País.

Criada há 37 anos na França e presente no Brasil desde 1997, a Ipsos consolidou-se como a marca líder porque é a única estruturada por meio de áreas de especialização: Marketing research; Advertising and Brand research; pesquisa de Media, Conteúdo e Tecnologia; Opinião Pública; Reputação Corporativa; e Customer & Employee Relationship management. Isto garante ao cliente soluções especializadas para seus dilemas em cada área.

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