Obama cruzou dados de eleitores com a audiência da TV

Fonte: 
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2012-11-17/para-ser-reeleito-obama-cruzou-dados-de-eleitores-com-a-audiencia-da-tv.html

Batizado de ‘otimizador’, sistema possibilitou à campanha identificar horários e programas televisivos com espectadores mais prováveis de ir às urnas para apoiar presidente dos EUA

 

Foi um projeto batizado de “otimizador” que os estrategistas do presidente Barack Obama disseram ter sido responsável por sua vitória sobre uma oposição republicana mais bem financiada na guerra de propaganda política.

De acordo com estrategistas de ambos os lados, ao combinar dados nunca antes utilizados sobre os hábitos dos telespectadores com informações pessoais sobre os eleitores que a campanha tentava atingir e persuadir, o sistema permitiu à equipe de Obama direcionar anúncios com um nível de eficiência sem precedentes.

Uma das principais lições que surgem dessa campanha é como a equipe de Obama usou informações e tecnologia para superar e enganar uma oposição bem preparada e bem financiada.

E, desde a eleição, cada vez mais novos detalhes surgem sobre quão atrasados os republicanos estavam em relação a seu respaldo tecnológico, levando a uma reavaliação por parte do partido de como evitar uma repetição disso e recuperar as vantagens das táticas que possuíam na época do presidente George W. Bush (2001-2009). Eles reconheceram que têm muito trabalho pela frente.

Funcionários da campanha de Mitt Romney disseram que o sistema que criaram para monitorar o comparecimento às urnas e incentivar partidários a envolver-se na eleição em áreas com quantidade insuficiente de votos teve problemas e tornou-se inoperante por um período prolongado, à medida que a votação acontecia.

O sistema foi concebido para combater a versão muito mais sofisticada que a equipe de Obama construiu ao longo de anos. Mas Romney estava distraído e financeiramente esgotado pela sua longa temporada de primárias  e, mesmo com uma execução perfeita por parte do sistema, ambos os lados concordaram, o republicano nunca teria tido tempo ou finanças para chegar ao nível da campanha de Obama.

Com muito mais tempo para se preparar, a equipe de votação e “análise” do presidente americano coletou mais informações que a campanha de Romney sobre que tipos de eleitores votariam – e onde.

Mas entre identificar possíveis eleitores e levá-los às urnas houve um esforço intensivo para enviar-lhes um fluxo constante de mensagens com o objetivo de evitar que os partidários de 2008 de Obama sucumbissem ao esforço de Romney de conquistá-los e de obter novos simpatizantes animados com a votação.

Foi aí que o “otimizador” entrou no jogo.

Em essência, disse Larry Grisolano, que ajudou a liderar o desenvolvimento do sistema, foi criado um novo conjunto de avaliações com base nas tendências políticas das categorias de pessoas que a campanha de Obama estava interessada em atingir, permitindo que a campanha comprasse sua publicidade em termos políticos em vez dos tradicionais termos industriais da televisão.

“Fomos capazes de criar um conjunto de avaliações fundamentadas em um modelo de nossos eleitores-alvo, ao contrário das categorias mais amplas, que são definidas por classificações tradicionais de publicidade”, disse.

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