O que você sabe sobre Marketing Político?

by JUSSARA COUTINHO

http://www.ideiademarketing.com.br/2012/09/20/o-que-voce-sabe-sobre-marketing-politico

 

…Obama engajou a população a fazer doações, posicionou-se como homem simples, moderno e herói e usou propostas impactantes.

marketing políticoEstamos em um período eleitoral no país, e com certeza há muitos profissionais de marketing e comunicação envolvidos com política no momento. Antes de qualquer coisa, é importante definir e distinguir o marketing político do marketing eleitoral. O marketing político envolve todas as ações e estratégias para adequar o candidato ao seu eleitorado, formando uma imagem em longo prazo e permanente. Já o marketing eleitoral trabalha na imagem em curto prazo, e luta para vencer o tempo e conseguir o maior número de votos através de planejamentos.

O Marketing Político é um processo muito trabalhoso e lento e, não diferente dos outros, deve trabalhar com foco total no “cliente”, que nesse caso é o eleitor. O começo de uma estratégia para este perfil está em pesquisar sobre os eleitores, saber quais são as necessidades do momento e tentar conquistar aprovação. Toda e qualquer atitude deve partir da análise do eleitorado, é ele quem comanda as ações da comunicação, do marketing e também muda o posicionamento do candidato. É importante acompanhá-lo a todo o momento, pois qualquer acontecimento pode influenciar na sua posição, e o candidato deve estar atento a todos os detalhes, seja por meio de pesquisas qualitativas ou quantitativas.

Quando o candidato aparece demais, pode forçar uma relação inexistente com seu eleitor e resultar no efeito contrário de seu objetivo.

Depois de conhecer o eleitor, a equipe de assessoria está responsável em tornar o candidato conhecido pelo maior número de pessoas e o diferenciar dos outros. Nesse momento, a imagem do candidato começa a ser construída e é preciso ter cautela, aparecer demais pode ser tão perigoso quanto o anonimato. A divulgação não pode ser exaustiva, as campanhas devem ser colocadas no ar, seja em qualquer meio de comunicação, em horários estratégicos para alcançar seu determinado público e gerar resultados. Quando o candidato aparece demais, pode forçar uma relação inexistente com seu eleitor e resultar no efeito contrário de seu objetivo.

Ao contrário da imagem do candidato, o tema principal da campanha deve ser repetido sempre. A repetição é ótima para a memorização do receptor, e sendo passada de forma concisa e constante dará qualidade à campanha. O tema deve ser mantido, mas a apresentação deve ser variada. Esta é uma das regras básicas para a campanha eleitoral, além da simplificação, que traz imagens, slogans e símbolos simples e condizentes com a proposta do candidato, e do inimigo único, que concentra toda “artilharia” em um só adversário e não perde tempo disparando para todos os lados.

O Livro “VOTO É MARKETING, O RESTO É POLÍTICA” de Jacques Seqüela traz Princípios Estratégicos no Marketing Político, vamos ver alguns deles:

1o. Conheça o que pensa o eleitor, antes de partir para a sua conquista;

2o. Não basta ter o perfil desejado pela população, é preciso associar sua imagem a ele antes dos adversários;

3o. Procure maximizar os pontos favoráveis e minimizar as falhas, se possível convertendo-se em virtudes;

4o. Procure antecipar o ciclo de ideias e aspirações que predominará no momento da eleição;

5o. O eleitor sempre associará o candidato a continuidade ou mudança. Compatibilize sua imagem com a tendência predominante, respeitando os limites impostos por sua personalidade;

6o. Concentre seu discurso na valorização e unidade do partido;

7o. Redirecione forças para os segmentos que apresentam maior potencial de votos;

obamaTambém é substancial não confundir o marketing com a publicidade, boca de urna ou distribuição ilegal de panfletos. O marketing político está na inteligência ao tomar atitudes. A campanha do Obama, por exemplo, promoveu uma revolução no marketing político, principalmente no ambiente digital. O candidato era pouco conhecido, com pouca experiência, negro e filho de muçulmano…uma candidatura quase improvável, mas não com uma boa estratégia!

A assessoria do candidato investiu em um site que unia todas as redes sociais, trazia conteúdo de diversos assuntos e ainda possuía um fórum online, além de Obama possuir perfil ativo em todas as redes, e inclusive na do próprio: o MyBarackObama, que chegou a ter mais de 35 mil grupos e 400 mil posts. O eleitor ainda podia baixar um aplicativo no seu celular, para manter-se atualizado de propostas e da agenda do candidato. E ainda mais, Obama engajou a população a fazer doações, posicionou-se como homem simples, moderno e herói e usou propostas impactantes. A frase “Yes, we can”, também não pode ficar de fora, neste momento o atual presidente atingiu o chamado “refúgio mágico” dos eleitores, que é o ponto emocional e sensível, onde a esperança dos que irão votar é renovada e a confiança no candidato é instaurada. Assim, Obama criou uma ótima imagem perante seus candidatos e os conquistou, se elegendo com maestria.

Hope Obama

Neste momento, é importante lembrar a definição de Philip Kotler, em que marketing é a atividade humana dirigida à satisfação das necessidades e desejos através de um processo de troca. No marketing político a troca se dá pelo produto “promessas e propostas” e o preço e valor “voto”. Sendo assim, diferente doMarketing Empresarial, que garante a satisfação do cliente por meio dos concorrentes ou do Código de Defesa do Consumidor, o eleitor não tem nada que o defenda caso não esteja satisfeito. Então, é importante a reflexão tanto do candidato, que deve trabalhar com excelência, representando os votos e dando respostas satisfatórias ao eleitor, como do cidadão, que vota por um representante que ficará durante no mínimo quatro anos no poder.

http://www.eloamuniz.com.br/arquivos/1188170795.pdf

Fonte:

http://www.ideiademarketing.com.br/2012/09/20/o-que-voce-sabe-sobre-marketing-politico/

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