Jovens dedicarão mais tempo ao rádio do que a televisão, até 2025

“O rádio é a mídia do futuro”.

O caro e raro leitor deve ter lido a frase acima uma dezena de vezes neste blog. Se um dia me deu o privilégio de ler “Jornalismo de Rádio”, lançado pela editora Contexto, em 2004, talvez lembre-se dela na página de abertura. Foi-me dita por Alberto Dines, em um bate-papo na redação do Portal Terra. Reafirmada por ele quando pedi licença para dar o devido destaque na publicação. E defendida em cada parágrafo do livro por mim.

Volto a citá-la porque fui apresentado ao relatório “Previsões de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações 2019”, da Deloitte Global, emprese de auditoria e consultoria.

A análise é bem mais ampla: fala da tecnologia 5G, inteligência artificial, smart speaker, computadores quânticos, entre tantas outras inovações. Por óbvio me ative ao capítulo “Rádio: receita, alcance e resiliência” —- que reafirma minha crença tornada pública há 14 anos.

Saber que o rádio foi considerado em estudo que avalia tecnologias tão avançadas já foi um ótimo sinal. Aprofundar nos números, então, mexeu com o entusiasmo deste jornalista que dedicou — e dedica —- boa parte da carreira ao rádio.

Em resumo, o que os números e as análises revelam:

Mais jovens ouvintes — o que sinaliza um futuro promissor.
Mais ouvintes ouvindo por mais tempo — o que aumenta o engajamento. Mais ouvintes que trabalham, que têm boa educação e maior renda — o que pode atrair melhores anunciantes.
Mais de um terço dos ouvintes em busca de notícia —- e essa me deixou ainda mais feliz, é lógico.

O estudo da Deloitte Global diz ainda que a tendência é que os jovens de 18 a 34 anos passarão mais tempo ouvindo rádio do que assistindo à TV até 2025. E para bancar essa previsão, compara o cenário atual no qual identificou-se que a audiência de TV está caindo três vezes em relação a taxa de audição de rádio.

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reprodução de relatório Deloitte

A previsão é que o alcance semanal permanecerá quase onipresente, com mais de 85% da população adulta ouvindo rádio, pelo menos semanalmente, no mundo desenvolvido. Quase 3 bilhões de pessoas no mundo todo ouvirão rádio, em 2019. E a receita global chegará a US$ 40 bilhões.

Se você ainda enxerga tudo isso com incredulidade, não se incomode. Está apenas sendo refém de um viés inconsciente, construído ao longo do tempo por visionários do caos radiofônico. Eu continuarei acreditando no potencial deste veículo e contando com a sua audiência.

“Radio is the voice whispering in our ear, in the background of dinner, in an office, or while driving the car. It is not pushy or prominent … but it is there”

“Rádio é a voz sussurrando em nossos ouvidos, no fundo do jantar, no escritório ou dirigindo o carro. Não é insistente ou proeminente … mas está lá”

Leia o estudo completo com previsões para tecnologia, mídia e telecomunicações 2019

Fonte: Milton Jung

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