Estadounidense usa dados do Google para fazer pesquisa eleitoral

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http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI6280568-EI12884,00-Americano+usa+dados+do+Google+para+fazer+pesquisa+eleitoral.html

 

Institutos de pesquisa baseiam seus números sobre intenção de voto e de comparecimento às urnas nos Estados Unidos – onde a votação não é obrigatória – em pesquisas junto às pessoas. Mas um pesquisador de Harvard desenvolveu uma nova abordagem, e faz suas análises a partir das pesquisas do Google. As informações são do PhysOrg.

Usando o Google Insights, ferramenta online que depura dados das buscas na maior página de pesquisa do mundo, Seth Stephens-Davidwitz, pós-doutorando em Economia, realiza avaliações estatísticas sobre quantas pessoas devem votar e em qual candidato: o democrata Barack Obama ou republicano Mitt Romney.

“Há muitos problemas com as pesquisas de intenção de voto tradicionais. Tecnicamente, os levantamentos são anônimos, mas elas não parecem anônimas, então por algum motivo as pessoas parecem dizer o que o pesquisador quer ouvir”, argumenta Stephens-Davidwitz. “Além disso, não se fala muito sobre o fato de que a maioria das pesquisas tem uma taxa de resposta de 10%, então elas precisam usar outros métodos de balanceamento”, continua.

Segundo o pesquisador, o Google e outras ferramentas online se tornaram presentes a todo o momento na vida das pessoas, e podem oferecer dados “melhores do que os levantamentos tradicionais”. Isso porque um dos principais problemas dos estudos nos EUA é o fato de que as pessoas afirmam que vão votar, mas estima-se que no dia das eleições dois terços deles não aparecem nas urnas.

Por outro lado, argumenta Stephens-Davidwits, pessoas que buscam no Google “como votar” ou “onde votar” são mais propensas a efetivamente participarem do pleito. “Responder em uma pesquisa que você provavelmente vai votar não significa nada, mas se você está pesquisando no Google como votar, isso pode ser muito significativo para determinar quem vai votar”, explica o economista.

Analisando dados do período correspondente às eleições presidenciais de 2008 e nas legislativas de 2010, o pós-doutorando de Harvard conseguiu prever com precisão onde o número de votantes aumentaria ou diminuiria. As estimativas chegaram muito mais perto da realidade do que outros indicadores, como o número de eleitores que votaram antecipadamente – nos EUA, isso é possível.

Apesar do sucesso, Stephens-Davidwitz alerta que os dados do Google não podem ser tomados como perfeitos nas previsões de comportamentos eleitorais, mas que funcionam como mais uma ferramenta para complementar estimativas de pesquisas tradicionais. “É uma técnica nova, ainda não temos muitas eleições em que esse tipo de material esteve disponível (para análise), então talvez ainda não tenhamos a melhor forma de balanceamento ou análise dos dados”, completa.

O pesquisador destaca que, apesar de nova, a pesquisa baseada nas informações do Google apresenta as vantagens de lidar diretamente com o número de pessoas que efetivamente irão votar – um ponto crucial nas eleições americanas. Além disso, há uma amostra muito maior do que a das pesquisas tradicionais. “As pessoas não batem o telefone, e você ainda tem a sinceridade do universo online. Colocando-se esses três fatores juntos, tem-se uma combinação poderosa”, finaliza.

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