As 10 marcas mais amadas pelos Millennials brasileiros

Em meio ao cavalgar apressado de um cavaleiro angustiado, os sons metálicos da espada em atrito com uma densa vegetação são a única esperança de uma jovem enclausurada, há muito, na torre mais alta de um castelo longínquo. Em jogo, um amor impossível tenta driblar a resistência de duas famílias que se odeiam. Em vão. Apesar de o clássico Romeu e Julieta ter se consagrado como uma das histórias mais belas de amor, esse sentimento idealista ficou para trás. O que os jovens de hoje buscam é a presença, a empatia e a aceitação de toda e qualquer forma de amar. Esta essência diz muito sobre quem são os Millennials – a geração que questiona o status quo, tem dificuldade para lidar com regras, deseja experiências e, acima de tudo, precisa de propósito.

Propósito real, com causa e efeito. Com resultados visíveis, de preferência. Entender como esses consumidores pensam é essencial para entender de que forma eles nutrem admiração pelas marcas. Esse é o objetivo do estudo Marcas Mais Amadas pelos Millennials, conduzido pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP em parceria com André Torretta.

 

Diferentemente das outras edições publicadas pela Consumidor Moderno, esta traz uma nova abordagem ao analisar o apreço do público pelas marcas com base em sua experiência de uso. Além disso, o levantamento lança um olhar único sobre a Geração Y, que contempla os nascidos entre 1985 e 1999. O objetivo central foi identificar quais produtos e serviços são realmente parte do cotidiano dos jovens. Para Jacques Meir, diretor-executivo de Conteúdo do Grupo Padrão, essa característica da pesquisa fez com que marcas aspiracionais praticamente não entrassem no ranking. Isso porque o encanto pelo inatingível não faz parte do mundo Millennial. “Para esses consumidores, o acesso é mais importante do que a posse. Eles buscam sentido até mesmo nas marcas com as quais se relacionam”, explica. A pesquisa foi composta por 1.200 entrevistas realizadas com jovens de todas as regiões do Brasil das Classes A, B e C.

O Millennial brasileiro

Já faz alguns anos que o mercado analisa o público Millennial. Essa é “a geração que mudou as regras do jogo”, como define Amelie Karam, especialista norte-americana em Millennial Mindset – e representante desse perfil. Essas pessoas têm algumas características que desafiam as empresas de muitas formas. “Perseguir os sonhos não significa comprar um carro ou uma casa antes dos 30 anos. As mídias sociais mudaram a forma como pensamos sobre as coisas”, explica Amelie. “Agora, é possível ter uma visão geral de um produto ou serviço. Enxergamos a história das coisas”. A conectividade é essencial. Isso torna esses jovens bem informados e exigentes em suas relações de consumo.

Para André Torretta, consultor especialista em consumidores, é importante lembrar que grande parte dos estudos que já saíram sobre o comportamento da Geração Y leva em consideração recortes dos Estados Unidos ou da Europa. Poucos levantamentos olham para o jovem brasileiro – um requisito básico para uma boa estratégia local. “O Millennial brasileiro é o indivíduo que não conheceu o Brasil da abundância. Ele enfrenta o Brasil da crise e é isso que pauta sua relação com as marcas”, diz Torretta.

Democráticos

O especialista ressalta que as marcas em destaque entenderam esse contexto. “Não é uma questão de ser uma marca melhor ou pior, mas sim de entender o momento”, explica Torretta. A marca abraça ou afasta o seu consumidor? Ela entende a situação econômica do seu público ou o abandona no meio do caminho? Essas são algumas das reflexões que, segundo o especialista, precisam ser feitas. Não à toa, a empresa que ocupa o primeiro lugar do Top 10 das marcas mais amadas pelos Millennials é a Havaianas.

Seu slogan? O clássico “Todo mundo usa”. Democrática, acessível, direta. Assim como o pensamento do jovem brasileiro e de qualquer indivíduo que precisa pensar muito bem antes de consumir qualquer coisa para não se enrolar financeiramente. “Procuramos ser uma marca acessível para todas as classes sociais e temos um compromisso muito forte de ouvir o que o consumidor pede com relação aos nossos produtos”, explica Carla Schmitzberger, vice-presidente global de sandálias da Alpargatas. Um posicionamento que também demonstra propósito: outra grande demanda desses consumidores.

Confira o Top 10 elencado pelo estudo:

 

Fonte: Centro de Inteligência Padrão (CIP) e André Torretta

 

Fonte: Consumidor Moderno

 

Fonte: ABA

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