Ao ritmo da geração Z

«O consumidor atual carrega com ele uma arma que não é um smartphone, é um canivete suíço dos tempos modernos», explicou Jeff Fromm, coautor do relatório “Marketing to Gen Z”, ao Retail Dive. Esse canivete suíço garante não só que a geração Z e a geração milénio são mais informadas do que as suas antecessoras, mas também que são navegadoras frequentes de plataformas como a Amazon – que fornece todas as informações necessárias sobre um produto, de forma rápida e simples.

O relatório da Cowen sobre as duas demografias jovens, recentemente divulgado, destaca as tendências mais relevantes, quem está a liderá-las e quem está à margem.

Amazon primeiro

De acordo com a Cowen, 90% dos clientes com idades compreendidas entre os 18 e os 54 anos avaliam a Amazon como canal preferido de compras ou nomeiam o marketplace entre outras retalhistas.

Junto de uma demografia mais jovem, a Amazon apresentou ainda melhor performance: quase um quarto (24%) dos jovens entre os 18 e os 24 anos e aproximadamente o mesmo número (25%) de jovens entre os 25 e os 34 anos citaram a Amazon como “o” canal preferido.

«Os retalhistas devem estar cientes deste fenómeno», alertou Ray Hartjen, diretor de marketing de conteúdo e relações públicas da RetailNext, afirmando que os consumidores frequentemente recorrem aos seus smartphones para confirmarem se estão a ter acesso ao melhor preço.

Off-price, depois

Por isso, a Amazon pode ser a número 1, mas existem outros retalhistas relevantes, até porque um número crescente de clientes compara as ofertas da Amazon antes de se comprometerem com uma compra.

Segundo o relatório, as gerações mais jovens valorizam cada vez mais o preço, com mais da metade (58%) da geração milénio a classificar o preço como o fator mais importante nas decisões de compra de vestuário, acessórios ou calçado. Face a estes dados, a Cowen espera que os retalhistas off-price venham a lucrar muito nos próximos anos. A Burlington Stores, TJX, Ross Stores, Walmart e Costco estão particularmente bem posicionadas.

De acordo com os dados fornecidos pelo relatório, metade dos inquiridos entre os 18 e os 35 anos tinha visitado um retalhista de baixo preço no mês anterior.

Apesar desta geração mostrar uma apetência por lojas físicas, os grandes armazéns continuam a perder quota enquanto o canal online atinge novos máximos, revela o estudo. Esta tendência é preocupante para os centros comerciais, que têm nos adolescentes um dos seus principais alvos (ver Geração Z: como conquistá-la).

No segmento do vestuário, as marcas desportivas Nike e Adidas e o luxo acessível da Calvin Klein e da Michael Kors têm uma «vantagem considerável à frente dos concorrentes», reconheceu a Cowen, quando se trata de consumidores da geração Z e milénio.

«Estas gerações querem artigos de qualidade, mas têm urgência», resumiu Angie Read, coautora de “Marketing to Gen Z”, pelo que as propostas de valor e as cadeias de aprovisionamento céleres destas marcas, que lhes permitem apresentar coleções-cápsula ou fazer lançamentos faseados (drop offs), por exemplo, são claras mais-valias face à concorrência (ver As marcas da geração Z).

 

Fonte: Portugal Textil

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