Os últimos 10 anos e a transformação da TV


Hand holding remote sennep

Com smartphones, internet a todo tempo e mais telas à disposição, estamos consumindo mais conteúdo em diferentes formas.

Durante um discurso de formatura em Stanford, Steve Jobs certa vez destacou algo que todo mundo que já fez uma retrospectiva sabe: só é possível realmente conectar os pontos olhando para trás. Passado o momento de turbulência, as mudanças ficam mais evidentes e seus impactos, mais compreensíveis.

Se olharmos para os últimos 10 anos, muita coisa mudou, inclusive por conta de algo lançado pelo próprio Steve Jobs: o iPhone. O smartphone da Apple, apresentado ao mundo em 2007, alavancou o mercado de smartphones e alterou a forma como nós nos comportamos, influenciando várias indústrias, e entre elas a da televisão.

Hoje, quando olhamos para os “pontos do passado”, fica clara a revolução causada por uma telinha touch inteligente conectada à web. Ela não aconteceu instantaneamente, mas quando engrenou, acelerou em pouco tempo.

Foram necessários alguns anos para que os smartphones chegassem às mãos de 20% dos brasileiros (2013), mas desde então vimos crescimento consistente e veloz, alcançando 70% do país em 2017. O mesmo acontece com a conectividade à web: há 10 anos, a presença de banda larga era pouco expressiva, mas entre 2011 e 2017, saltou de 49% para 81% entre o público brasileiro.

Formas de acesso à web nos últimos anos – Fonte: Kantar IBOPE Mediaacesso à web via computadoracesso à web via smartphone2014201520162017

A popularização da tecnologia móvel, especialmente para acessar a internet, ajudou a alavancar o sucesso de mídias sociais e aplicativos de mensagens. Nosso cotidiano passou a incluir hashtags, apps que permitem chamar um carro ou mandar uma mensagem instantaneamente, e a consumir conteúdo televisivo na palma da mão.

Nos tornamos multimídia, superconectados e hiperinformados. E, junto com a gente, a TV mudou, evoluiu para se tornar mais digital, social e ir além do linear.

 

Quem te viu, quem TV

Quem via a onda tecnológica chegando não podia prever o que iria acontecer. Com mais telas à nossa disposição e a possibilidade de estar conectado à web 24 horas por dia, o que iria acontecer com o nosso consumo de mídia? Era difícil prever, mas foi possível medir.

Dados da Kantar IBOPE Media mostram que quanto maior o número de meios de comunicação a que um indivíduo tem acesso, maior tende a ser o número de horas que ele dedica para consumir mídia: o brasileiro consome em média 8h e 20 minutos de mídia em um dia. Tempo que sobe de acordo com a exposição a um número maior de mídias. Consumidores impactados por 4 meios (TV, OOH, jornal e rádio) consomem 9 horas e 55 minutos, tempo que chega a 10 horas e 51 minutos para aqueles que tem acesso a 6 meios de comunicação (TV, OOH, jornal, rádio, internet e revista).

 

Tempo -telas -10-anos -2017

Fonte: Kantar IBOPE Media / Target Group Index 2017

A internet, por exemplo, pode ser acessada em “paralelo”, de forma simultânea, como uma plataforma que permite ampliar o consumo de conteúdo, de forma móvel e interativa. Nesse cenário, os meios se complementam. Não é de surpreender que as mídias sociais, por exemplo, tenham adquirido um caráter de fórum de debates sobre assuntos ou temas que a audiência viu na TV.

Organizando os assuntos por #hashtags, Twitter, Facebook e outras mídias puderam se tornar uma extensão da sala das casas, ampliando a experiência de consumir TV para algo mais interativo, a chamada Social TV.

Além disso, a popularização da conectividade em banda larga permitiu que a experiência com a TV transcendesse de um modelo “linear” – onde é preciso assistir ao programa seguindo o horário da grade da emissora – para uma experiência não-linear, quando o conteúdo é visto quando e onde o espectador julgar mais conveniente, através de streaming online, gravações para assistir mais tarde ou PayPerView.

Conectividade e vídeo sob demanda – Fonte: Kantar IBOPE MediaAcesso a banda larga fixaAcesso a banda larga móvel (início da medição em 2013)Consumo de vídeo sob demanda (início da medição em 2013)2008200920102011201220132014201520162017

Kantar

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Paralelamente a esses novos comportamentos que surgiram, o consumo médio de TV entre os telespectadores se manteve em contínuo crescimento na última década, chegando a 6h17minutos em 2016.

Consumo -de -tv -tempo

Fonte: Kantar IBOPE Media

TV além do aparelho de Televisão

Olhando para os últimos 10 anos, é possível perceber que a TV extrapolou a telinha. Ela passou a estar presente em todos os lugares e é hoje o resultado de uma fusão de experiências.

Isso traz para o mercado inúmeras possibilidades de impactar o consumidor e um novo desafio: entender o consumo de conteúdo em aparelhos conectados à web e analisar os dados gerados nas mais diferentes plataformas para ajudar marcas e empresas a acompanhar os assuntos mais comentados, circular informação de qualidade e avaliar o sucesso de campanhas publicitárias.

Os profissionais do mercado de mídia já sabem: não basta medir. É preciso ajudar os clientes a incorporarem o uso de informações em suas estratégias para maximizar o retorno sobre os investimentos.

televisão cresceu além do dispositivo que deu nome ao meio.  Ela é também o que está nos bolsos, nas casas, nos bares, tudo que toca e exibe conteúdo diante de uma audiência. A ubiquidade das telas conectadas são, claro, um desafio. E, ao mesmo tempo, são uma imensa oportunidade de utilizar dados e informações para oferecer uma experiência híbrida e mais completa ao consumidor.

Fonte: Kantar IBOPE Media

NOTA DA EDITORA

Os dados mencionados nos gráficos referem-se às seguintes fontes:

Gráfico 1: Posse de Smartphone – População
Fonte: Kantar IBOPE Media |Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s); Target Group Index BrY17w1+w2 (Ago15-Jun16); Target Group Index BrY16w1+w2 (Ago14-Set15); Target Group Index BrY15w1+w2 (Ago13-Ago14); Target Group Index BrY14w1+w2 (Jul12-Ago13)

Gráfico 2: Formas de acesso à web nos últimos anos
Fonte: Kantar IBOPE Media |Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s); Target Group Index BrY17w1+w2 (Ago15-Jun16); Target Group Index BrY16w1+w2 (Ago14-Set15);

GIF – Quanto mais multimídia, mais tempo de consumo de meios
Fonte: Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s)

Gráfico 3: Conectividade e vídeo sob demanda
Fonte: Kantar IBOPE Media |Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s); Target Group Index BrY17w1+w2 (Ago15-Jun16); Target Group Index BrY16w1+w2 (Ago14-Set15); Target Group Index BrY15w1+w2 (Ago13-Ago14); Target Group Index BrY14w1+w2 (Jul12-Ago13); Target Group Index BrY13w1+w2 (Jul11-Ago12); Target Group Index BrY12w1+w2 (Ago10-Ago11); Target Group Index BrY11w1+w2 (ago09-Jul10); Target Group Index BrY10w1+w2 (Ago08-Ago09); Target Group Index BrY9w1+w2 (Ago07-Jul08)

Gráfico 4: Consumo médio individual de TV entre telespectadores
Fonte: Kantar IBOPE Media | Media Workstation Telereport Premium| Db Pay TV 9 Mercados: 01/01/2007 – 31/12/2013 e Db Regiões Metropolitanas FUSO – TV aberta + PayTV: 01/01/2014 – 31/12/2016 | Total Ligados | ATS#

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