Neuromarketing, a ciência tenta entender o cérebro do consumidor


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Marketing é mais que propaganda. É coisa de ciência. Alguns cientistas da Universidade de Harvard, especializados em comportamento humano, resolveram estudar como o corpo do consumidor reage ao ser submetido a produtos, publicidade e até filmes. Com equipamentos que medem batimentos cardíacos, analisam o arrepio da pele e seguem o movimento dos olhos, a equipe do professor Gerry Zaltman queria revelar: as pessoas “não sabem que sabem” o que estão pensando.

“A premissa era de que o ser humano age na maior parte do tempo de forma inconsciente, tomando decisões com base em motivações que ele próprio desconhece”, explica a profissional de marketing Geovana Nóbrega, fundadora da Neuro Solution. Foi assim que os pesquisadores criaram um novo campo, o neuromarketing. “São estudos que permitem compreender o que se passa no cérebro do consumidor, quando ele é submetido a uma propaganda ou a um produto”, completa.

Geovana conta que, ao fazer uma compra, a dúvida ainda é se pensamos ou sentimos. A decisão passa pelo racional, emocional e instintivo: a neurociência quer entender e comprovar como esse processo acontece. Para a profissional, as ferramentas são capazes de determinar se uma campanha vai gerar desejo, repulsa ou aumentar a possibilidade da compra por impulso, por exemplo.

Os indicadores são capazes de traduzir, de maneira objetiva, fatores como emoção, memória, empatia, percepção, estresse e bem-estar. “Parece que essa era a peça que faltava para alavancar as estratégias de marketing, conseguindo, assim, resultados incríveis e ainda mais diretos”, diz.

Apesar de a experiência de compra ser, teoricamente, algo pessoal e individual, as mensurações feitas levam em consideração indicadores mais gerais, que são comuns a todas as pessoas. O neuromarketing também presta atenção em aspectos sociais e culturais do público-alvo.

Curso em Brasília
Nos dias 9 e 11 de outubro, a Neuro Solution, em parceria com o Sebrae e o Uniceub, trará os neurocientistas Joseph Devlin e John Hogan, da University College London à Brasília para explicar um pouco mais sobre o neuromarketing. A ideia é apresentar a ciência e explicar como entender o consumidor com embasamento científico. “Eles irão mostrar que o entendimento da criação de valores inconscientes auxiliam o consumidor no processo de decisão”, explica Geovana. As palestras são voltadas para quem trabalha com promoção de produtos, serviços e marcas e àqueles que querem entender melhor como funciona o neuromarketing.

 

Fonte: Metropoles

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