Marcas do passado que entenderam o futuro


Das 25 empresas em destaque na lista recente da Fast Company, sete possuem mais de quarenta anos de existência

 

O termo pivotar, utilizado entre investidores, define uma mudança de rumo, um giro em outra direção. Com a velocidade em que as tecnologias surgem e indústrias inteiras são afetadas, a disposição e a capacidade de pivotar é algo cada vez mais considerado e, em alguns casos, vitais para um negócio. Para as grandes corporações, esse movimento é complicado quando não, impossível. Por isso, evoluir organicamente ou incorporar a inovação ao longo do tempo acaba sendo o mundo perfeito para algumas marcas.

 

Na semana passada, a revista Fast Company divulgou as 25 empresas que devem ser observadas por seu potencial de inovação e por uma perspectiva promissora. Em um ranking liderado e povoado por empresas de tecnologia como Google, Amazon, Apple, Tesla, Netflix e Facebook, também há empresas com décadas de existência. Do total, sete existem há mais de quarenta anos: Starbucks, Patagonia, Nike, Adidas, HBO, Ikea e Disney. Cada uma delas vive um momento específico, mas todas aparecem na lista por um motivo especial: criaram ecossistemas de valor.

 

“O papo nessa lista é um pouco mais profundo e abrangente. Estamos falando sobre marcas que, além de serem altamente reconhecidas e entregarem em seus produtos a qualidade prometida, elas geram um impacto positivo no mundo. São marcas que apesar da nossa realidade volátil e ambígua estão forçando o avanço em suas respectivas indústrias, de forma corajosa”, observa Leonardo Senra, sócio e diretor-executivo da Ana Couto Branding. Para Senra, essas empresas estão na linha de frente quando o assunto é ir contra as convicções das tradicionais escolas do mundo de negócios.

“O poder das marcas sobre os consumidores chegou ao fim”

Ainda de acordo com Senra, todas essas marcas estão na terceira onda do branding. “O lucro (e que lucro!) é uma mera consequência da forma como operam: criando ecossistemas de valor que são de fato relevantes para as pessoas, enquanto encaram com muita seriedade um propósito verdadeiro. Não é filantropia. Não é uma ação beneficente. É mudar como você opera, decide e se posiciona perante os clientes e o mercado. É botar aquilo que você acha que vale a pena no centro do seu negócio”, comenta. Segundo Senra, essas empresas entenderam que publicidade já não é mais suficiente para construir marcas fortes. “Todo estímulo publicitário é apenas um convite para prestarem mais atenção em você. Qual é a sua forma de fazer negócio, como você trata empregados e fornecedores, como você encara o seu papel na sociedade e como você está deixando um mundo melhor do que aquele que você encontrou”, diz Senra.

Gabriel Rossi, diretor da Gabriel Rossi Consultoria de Marketing, identifica nessas empresas uma essência bem definida que serve como uma bússola para a tomada de decisão, traduzindo: propósito. “A essência da marca não é missão nem valores ou muito menos visão. De uma vez por todas: essência é a razão pela qual tudo começou. Fala-se tanto em inovação que o tema anda banalizado. Mas uma coisa eu tenho certeza: a verdadeira inovação só acontece quando a empresa (re) descobre sua razão de ser. Essas empresas sabem disso”, diz Rossi.

    

 

Fonte: Meio e Mensagem

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