Professor da EAESP é indicado a prêmio internacional


Marcelo Coutinho, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (EAESP), foi indicado como um dos melhores docentes do projeto X-Culture, uma competição internacional que envolve alunos de graduação e pós-graduação de mais de 100 universidades de 43 países.

“Foi meu primeiro ano dando aulas na graduação da EAESP. Foi uma grata surpresa esta indicação, que atribuo à qualidade dos alunos – a grande maioria deles já trabalhando ou estagiando em empresas multinacionais, inclusive com estágios no exterior – e ao seu envolvimento com o projeto em parte com base nas provocações derivadas de situações que enfrentei em quase 20 anos como executivo de multinacionais brasileiras, como o IBOPE, e transnacionais, como o Grupo Telefónica, algumas vezes similares aos problemas que eles enfrentavam no X-Culture”, explicou o professor.

A competição tem como objetivo estruturar a entrada de uma empresa real em diferentes mercados internacionais. Divididos em grupos com integrantes de diferentes países, além do aprendizado de estratégia internacional, o programa também propicia a oportunidade de interagir com estudantes de administração de países de culturas distintas, como Índia, China, Paquistão e Rússia, o que contribui para o desenvolvimento de competências de comunicação e relacionamento em ambientes multinacionais. Os melhores trabalhos são apresentados em congressos internacionais e ocasionalmente os alunos recebem ofertas de trabalho e estágio das empresas que participam da iniciativa.

A EAESP foi representada na competição por alunos do oitavo período da disciplina de Gestão Estratégica. Segundo o professor, o projeto obriga os participantes a aprender a defender suas ideias e pontos de vista, negociando com diferentes aspectos culturais, que vão desde o tratamento que as mulheres recebem em diferentes culturas até a maneira como trabalho e vida pessoal se misturam em diferentes países.

“Quando os alunos trabalham com integrantes da Índia e Paquistão, por exemplo, aprendem que pessoas destes países têm grande necessidade de conhecer bem o background familiar dos outros integrantes, enquanto os chineses são bastante explícitos e até mesmo incisivos sobre questões de liderança. Já os prazos e cumprimento do que foi acordado são motivo de alguns ressentimentos, principalmente com alunos de universidades anglo-saxãs. Além da aplicação prática de estratégias de negócio discutidas em salas de aula, o maior aprendizado costuma ser a necessidade de estar atento aos ´códigos´ de cada cultura corporativa e da necessidade de sermos flexíveis para negociar com pares em diferentes países”, concluiu.

Fonte: FGV

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