Democracia conectada


f-radar

No Brasil, 45 milhões de pessoas já participaram de movimentos sociais por melhorias; 60% deles via internet. Nos últimos 4 anos, o número de brasileiros que participaram de movimentos sociais pela internet aumentou em 120%. Nesse mesmo período, 66 milhões começaram a acessar a internet pelo celular.

A F/Nazca Saatchi Saatchi lançou, na última semana, o documentário “Democracia Conectada”. O material apresenta panorama sobre o ativismo digital no Brasil e mostra os resultados obtidos na 15ª edição da pesquisa F/Radar, que mapeou a disseminação da internet móvel, o uso das redes sociais e a adesão às militâncias via web no país, nos últimos quatro anos.

O levantamento foi realizado em parceria com o Datafolha e com o apoio estratégico da cRica Consulting. A pesquisa quantitativa foi, ainda, repercutida em conversas sobre as novas formas de fazer política em redes, com ativistas e estudiosos do assunto.

“Dos 45 milhões de brasileiros que já participaram de algum movimento social, 60% fizeram pela internet. Já são quase 30 milhões de ativistas digitais no país, crescimento de 120% desde 2011. O celular e as redes sociais estão transformando a maneira como as pessoas se relacionam com governos, empresas e suas cidades”, afirma a agência na divulgação do documentário.

O filme contou com a participação de representantes do ativismo digital como Augusto Eneas (Organismo Parque Augusta), Cristina Gouvêa (Movimento Ocupe Estelita), Laura Sobral (A Batata Precisa de Você), Bruno Torturra (Mídia Ninja), Ana Lira (Diretos Urbanos) e Miguel Lago (Meu Rio e Nossas Cidades).

Pesquisa F/Radar
A pesquisa F/Radar investiga os impactos da tecnologia na cultura e no consumo desde 2007. Para a edição deste ano, foram feitas 2,3 mil entrevistas em 144 municípios. O levantamento diz que o número de pessoas que se conectam via celular no Brasil já é equivalente à população da Alemanha (26,5 milhões).

De acordo com a a F/Nazca, mais da metade dos 107 milhões de internautas brasileiros (69%) já ficou sabendo de algum movimento social pela internet, a maioria (75%) via redes sociais. Além disso, 58% dos internautas acreditam que as redes contribuem para a mudança de opinião a respeito de algum problema social.

Quatro em cada 10 pessoas acreditam que os movimentos na web contribuem para a participação presencial. Desde 2011, o número de ativistas digitais cresceu 120%, chegando a quase 30 milhões de adeptos. Destes, 80% se envolveram com causas pelas redes sociais: curtindo, comentando ou compartilhando conteúdos relacionados.

Ativismo digital e as marcas
“A noção de pertencimento evoluiu: basta olhar para a rua e ver na prática o resultado de uma sociedade mais conectada. São centenas de projetos voltados à participação ativa de cidadãos comuns nos processos de decisão das cidades”, afirmam os responsáveis pela pesquisa.

Segundo eles, a nova dinâmica traz oportunidades para as empresas estabelecerem conexões mais sinceras e relevantes com as pessoas. “Quanto tempo perdemos tentando achar uma causa para nossas marcas e, depois, quanto tempo — e dinheiro — gastamos tentando convencer alguém a abraçar essas causas? O caminho inverso pode ser mais efetivo: as pessoas já estão se articulando em torno de assuntos que são importantes pra elas. Que tal então as marcas abraçarem alguns deles e, de fato, fazerem algo de relevante?”, propõem os pesquisadores.

 

 

Fonte: Portal Comunique-se

 

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