Novas metodologias e o futuro da pesquisa de opinião


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Em uma sociedade em constante mudança, as pesquisas de opinião têm ganhado novas diretrizes e aplicações, além de ferramentas para avaliação de comportamento e análise de perfil. O futuro é digital e as empresas e consumidores já enxergam isso. “Embora a coleta de dados digital ainda seja uma coisa relativamente nova, é notório diante das novas gerações que esse é o caminho”, avalia a professora e doutora em administração, Tânia Almeida. “O que precisamos agregar a isso é um fundamento teórico, importante para a pesquisa”.

pesquisa-digitalPesquisas digitais são futuro do mercado (Imagem: Reprodução)O tema foi debatido durante o Fórum Internacional de Pesquisa e Inteligência Competitiva realizado pela Associação Brasileira de Anunciantes, na terça-feira, 30 de junho, no Rio de Janeiro. Cada vez mais interativa, a dinâmica de abordagem tem se diferenciado, como mostrou o executivo Eduardo Grimberg, sócio-fundador da PiniOn, plataforma mobile colaborativa com cerca de 160 mil usuários cadastrados.

“As pessoas relatam suas experiências de consumo respondendo pesquisas pelo celular. Tudo é desenvolvido como uma ‘missão’ por meio do aplicativo, que aproveita diversos recursos do aparelho, como a geolocalização e a câmera”, explicou Grimberg. A novidade beneficia os clientes por ser uma alternativa mais rápida e com menor custo que as pesquisas tradicionais.

Também na tendência digital, a Airstrip encontrou uma oportunidade de negócio com pesquisa voltada à mineração de dados das redes sociais. Atualmente, a startup recolhe 150 milhões de registros por dia, unindo resultados do Facebook, Twitter e Instagram. A proposta é oferecer, em tempo real, painéis online de estudos de mercado.  “A coleta de dados é semântica e pode ser combinada com a geolocalização. Direcionamos a pergunta para o sistema e garantimos a entrega para o cliente com o viés que ele quer”, afirma o CEO da empresa, Rodrigo Soriano.

Questionado sobre a qualidade da amostra representativa, ele explica que não abre mão do lado humano. “Apesar de ser uma plataforma inteligente, a gente homologa analistas capazes de fazer a curadoria. Se eu delimitar uma geolocalização de praia, no mesmo lugar vou encontrar perfis distintos de pessoas: as que estão tomando sol, as que estão correndo no calçadão, as que estão passando de carro pelo lugar na hora. Nem tudo é relevante para o projeto do cliente”.

Para Tânia, o acesso amplo é positivo, mas não pode ser esquecido o aprofundamento inerente ao trabalho de pesquisa. “Vamos avançar, mas ficamos com uma limitação, sem ter o contato não-verbal, a conversa entre entrevistador e entrevistado. O ideal é complementar a coleta de dados online com o lado pessoal, mas não sabemos se as empresas vão ter tempo e dinheiro para isso”, avalia.

 

Fonte: Portal Comunique-se

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