5 principais desejos do Profissional de Marketing


5 principais desejos do Profissional de Marketing

Fazer parte de um projeto que mude a vida das pessoas é o principal desejo daqueles que atuam na área, mostra pesquisa do Mundo do Marketing e da Opinion Box

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 08/05/2015
priscilla@mundodomarketing.com.br

Acostumados a atuar com diversos tipos de estratégia, os profissionais de Marketing enxergam sua profissão como fator influenciador na sociedade. Esse papel, no entanto, não gera conforto para muitos deles. Isso porque grande parte das ações feitas hoje ainda visam somente a lucratividade e o crescimento da empresa e não impactos reais por um futuro melhor. Fazer parte de um projeto, marca, produto ou serviço que mude a vida das pessoas é justamente o principal desejo daqueles que atuam no Marketing, segundo pesquisa realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a Opinion Box.

A consulta ouviu 375 profissionais e mostrou também que eles estão mais críticos em relação à gestão de negócios e pessoas. As iniciativas realizadas de forma intuitiva, sem uma visão analítica, ainda são comuns e requerem atenção das empresas, tanto é que o tema apareceu no segundo e quarto desejos dos participantes da pesquisa: o de que o Marketing seja visto de forma mais estratégica e que a intuição dê lugar às pesquisas e métricas. Aparecem também entre os cinco principais desejos “ter uma experiência internacional” e “ser reconhecido” não apenas nesta sexta, oito de maio, data em que se celebra o Dia do Profissional de Marketing, mas em toda sua carreira.

Esse pensamento deixa de lado ambições que em outras profissões estariam no topo, como obter premiação ou ter uma associação da classe. Esse perfil mostra o comprometimento que há em quem atua estimulando o consumo. “Os profissionais entenderam que tempo e energia não podem ser desperdiçados e que eles também fazem parte do mundo e são afetadas por ações de consumo. Eles escolherão onde trabalhar de acordo com o propósito que têm, buscando empresas que compartilhem dele”, afirma Daniel Izzo, Co-Fundador e Sócio da Vox Capital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mudanças corporativas
Izzo fala com propriedade, porque ele mesmo percorreu esse caminho. Formado em administração de empresas, trabalhava como Gerente de Produtos em uma multinacional quando teve o insight de que atuar apenas para maximizar lucros não era mais suficiente para torná-lo realizado. A acumulação de riquezas por muitas companhias, sem retorno mais efetivo à sociedade, deu a ele a ideia de investir em negócios sociais. Inicialmente, tentou implantar um projeto voltado para a sociedade na própria empresa na qual atuava, mas a iniciativa não foi bem recebida. Partiu então para a abertura de seu fundo de investimentos de impacto, junto a sócios que buscavam o mesmo propósito.

A empreitada surgiu em 2008, ano em que a preocupação social ainda não estava tão em evidência entre as companhias. “Hoje em dia, está mais fácil. Muitas marcas adotaram esse posicionamento e possuem equipes que estudam formas de gerar bônus para a população, principalmente a mais carente. Por outro lado, é grande o número das que são 100% capitalistas e maquiam o seu papel social. O funcionário sabe quando é sério e ele, se quiser, não fica naquela que vai contra seus princípios”, conta Izzo.

Além de olhar para fora, é importante à companhia ter preocupação com seu público interno. Enxergar o papel do colaborador como fundamental para o crescimento da empresa faz com que muitas políticas sejam mudadas. A entrega de premiações continua acontecendo em ambientes corporativos, mas se antes eram restritas a uma época específica do ano, agora a valorização tende a vir por meio de reconhecimentos por ações completadas. “Quando uma campanha é bem sucedida, a marca reúne a equipe em jantares ou viagens. Há ainda a promoção de cargos, que é bem valorizada em toda a companhia. Eu mesma comecei como estagiária de uma marca de outra divisão e, hoje, sou Diretora”, conta Beatriz Campos, Diretora de Marketing da SkinCeuticals, da L’Oréal, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Novos ideais
Por ser uma multinacional, a L’Oréal tem como política fazer o intercâmbio de funcionários para sua sede na França, sempre que pertinente e como forma de reconhecimento do profissional. A experiência internacional, um dos pontos mais desejados na pesquisa do Mundo do Marketing, ganha um caminho menos complicado quando a instituição em que se trabalha investe nesse aprimoramento.

No caso das que possuem unidades apenas no Brasil, o apoio ao funcionário pode ser feito por meio de cursos. “Se houver a possiblidade de direcionar o colaborador para um MBA no exterior, é bom fazer, porque é um investimento para a própria empresa. Mesmo que não tenha como pagar, pode ao menos liberar esse trabalhador para ir e garantir o cargo dele quando voltar. Assim, estará fazendo bem para ambas as partes”, conta Beatriz Campos.

O reconhecimento não precisa ser feito apenas com bonificações em dinheiro, viagens ou mudança de cargo. O relacionamento de superiores com o colaborador, por exemplo, é tido como fator importante. Muitas vezes, o cumprimento de um gerente a um subordinado pela dedicação já pode surtir um efeito positivo. “Os reconhecimentos externos contam muito também. Quando a equipe vê que um lançamento agradou os consumidores, ela se sente bem por fazer parte da criação do produto ou serviço”, afirma Eduardo Albuquerque, Gerente de Marketing de perfumaria da Natura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

De micro para macro
Essa tendência aparece com mais força entre aqueles pertencentes à Geração Y e os ainda mais jovens. Por outro lado, para quem atua com Marketing e empreendedorismo, ela tende a aparecer reforçada. “As demais profissões entendem o conceito, mas são os atuantes nas áreas estratégicas e de criação que estão pedindo isso na prática. Muitos deixam de buscar dinheiro para encontrar o que faça sentido na vida deles”, conta Daniela Ribeiro, Gerente Sênior da Robert Half, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Por esse motivo, eles não aceitam mais trabalhar com base na intuição e sem identificar que linha a empresa adota. “É necessário mostrar que a atuação é estratégica, independente da área – comunicação ou operacional, por exemplo – porque assim é o Marketing. Esse colaborador quer uma visão analítica e isso se deve a profissionalização que ele ganhou nos últimos anos. Antes era tudo muito amador e intuitivo, o que não é mais aceito. Principalmente em um momento em que a verba está mais curta e não há chance para erros”, conta Daniela Ribeiro.

No caso da Natura, a intuição ainda permeia algumas ações em que a métrica não chega de forma imediata, como por exemplo publicações em redes sociais. A justificativa da companhia é de que existe muita novidade no mercado, principalmente no ambiente online, e que, por mais que a mensuração seja rápida, alguns dados ficam perdidos por falta de ferramenta analítica.

Para que os riscos sejam minimizados, a fabricante de cosméticos busca em seus processos seletivos contratar pessoas que já tenham como princípio os mesmos propósitos da empresa. “Quando há na equipe um entendimento mútuo do que você é e o que você faz, as ações são construídas de forma natural. Nossa equipe enxerga o trabalho da Natura na comunidade, com controle do impacto ambiental, e têm a resposta da sociedade e de especialistas com o contato do dia a dia e prêmios”, afirma Eduardo Albuquerque.

 Fonte: Mundo do Marketing

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